Acordo prevê US$ 4 bilhões do Brics e Banco Asiático ao Brasil

Uma vez que foi aprovado, pela Câmara dos Deputados, acordo do Brasil com Banco dos Brics e Banco Asiático, o Brasil pode ter acesso a US$ 4 bilhões. Assim, contrapartida à instalação de uma sede do NDB (Banco dos Brics), no país. Mas também devido à ratificação do Brasil como um dos membros fundadores do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB).

O cálculo é do vice-presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Sergio Gusmão Suchodolski, de acordo com matéria do Estadão. A ABDE representa cerca de 30 instituições brasileiras de fomento.

Entre essas instituições, segundo a matéria, estão o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste, o Banco da Amazônia e o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), do qual Suchodolski é também presidente.

“Aprovados pelo Legislativo, os acordos dão sinal verde para a atração de novos recursos destes dois bancos multilaterais que, em parceria com os bancos e agências de fomento brasileiros, chegariam ao País sem pesar nas contas da União”, diz Suchodolski em conversa exclusiva com o Broadcast do Estadão.

NBD

O NBD tem sede em Xangai, na China, e foi criado em 2014 durante a 6ª Cúpula dos Brics. O grupo é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O objetivo do banco é mobilizar recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nesses países. O Brasil dispõe de 4 projetos dentre os 41 já aprovados pelo NDB.

Segundo informa a Agência Câmara, o escritório em São Paulo será o segundo escritório regional do NDB no mundo. Em 2017, foi criado o Escritório Regional na África do Sul, localizado em Joanesburgo.

Frente parlamentar

A demanda de aprovação do projeto foi da Frente Parlamentar dos Brics, que enviou no início de abril uma carta ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). No documento, os parlamentares ressaltam que o escritório pode facilitar o acesso a financiamentos para municípios, estados e União, além da iniciativa privada.