Infraestrutura dá sequência a privatizações, no país, apesar da crise

Infraestrutura dá sequência a privatizações
Ministro Tarcísio Freitas, da Infraestrutura

Infraestrutura dá sequência a privatizações, no país, apesar da pandemia. Nesse sentido, o Ministério da Infraestrutura publicou, nesta sexta-feira, 08, os editais de dois leilões. São eles, os dos terminais de celulose, no Porto de Santos (SP), STS14 e STS14A.

Os dois terão investimentos previstos da ordem de R$ 420 milhões. Ademais, o contrato de concessão terá duração de 25 anos e a previsão é que os ativos sejam leiloados em 28 de agosto.

“A publicação dos editais é o primeiro grande marco para a implementação de uma nova lógica de otimização do uso de áreas no Porto de Santos. A nova estratégia do Porto é a clusterização das operações, com ganhos de escalas pela concentração de operações de mesma vocação em áreas específicas do porto”, avalia o secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni.

Além disso, ele sustenta que, com as melhorias estruturais previstas nos acessos ferroviários que serão implementados, haverá maior integração com as linhas dos concessionários ferroviários que se conectam ao porto. 

Referidas linhas têm sido objeto de investimentos bilionários, já que o Brasil é um dos maiores produtores de celulose, do mundo. “O transporte da celulose nesses terminais será 100% sobre trilhos”, ressalta. 

Terminais

O terminal STS14 tem área de 44,5 metros quadrados. Ele será atendido por dois berços localizados no cais público do Macuco, com extensão total próxima de 1.000 metros. O futuro arrendatário deverá realizar investimentos, como construção de novo armazém e aquisição de pontes rolantes.

A saber, essas pontes rolantes propiciarão o descarregamento ferroviário de uma composição de 67 vagões com 88 toneladas cada, em, no máximo, 8,5 horas, por exemplo.

Já o vencedor do terminal STS14A, com área de 45,1 metros quadrados, construirá um novo armazém. Além disso, realizará investimentos que permitam o mesmo descarregamento ferroviário do outro terminal. 

Mas, também custeará equipamentos para remessa de embarque, do armazém para o cais, de, no mínimo, 25 mil toneladas/dia.