Salvação de empresas aéreas: Alemanha não vacila com bilhões de euros

Enquanto o Brasil ainda debate meios para salvação de empresas aéreas, países da Europa, a exemplo da Alemanha, já adotaram as medidas cabíveis. Dessa forma, por exemplo, os alemães estão socorrendo as companhias com bilhões de euros.

A visão que domina o cenário da crise provocada pelo coronavírus, no governo alemão, é da importância do setor para a economia nacional e internacional. Cumpre, então, ao Estado, segundo pesam os germânicos, promover o socorro de forma inequívoca.

Sobre o assunto, Salvatore Milanese assina artigo na edição nacional da Folha de São Paulo, nesta quarta-feira, 27. Ele é sócio fundador da Pantalica Partners, empresa de consultoria em gestão estratégica e reestruturação de empresas,

O título do artigo é “Salvar as companhias aéreas não é questão de protecionismo ou ideologia. Enquanto Brasil patina no socorro às companhias, EUA e Alemanha anunciam ajuda”.

Números

No texto, o especialista lembra que, “no ano passado, as dez maiores companhias aéreas transportaram mais de 1,5 bilhão de passageiros, empregaram mais de 850 mil pessoas e faturaram US$ 357 bilhões”.

Salvatore destaca que, frente à pandemia, “o governo alemão não teve dúvidas em tomar a frente para salvar a Lufthansa, pois já tinha separado € 100 bilhões para socorrer empresas do país”.

Enquanto isso, “o WSF, fundo de apoio à economia, fez um pacote de € 9 bilhões para evitar que a companhia pedisse concordata”. Nesse sentido, “a ajuda prevê emissão de € 300 milhões em novas ações, a serem compradas pelo governo”. Assim, o governo “assume participação de 20% na empresa e passa a ter dois assentos no conselho de administração”. Por consequência, “vetando a distribuição de dividendos e colocando limites aos salários e bônus da diretoria”.

Ademais, destaca o articulista, “o banco público alemão KfW ainda encabeçou a estruturação de empréstimo sindicalizado, com o prazo de três anos, para suprir capital de giro no valor de € 3 bilhões”. E esclarece: “Com essa atitude, o governo alemão deixou claro que não vai deixar a Lufthansa, antes da pandemia saudável e lucrativa, perecer ou ser comprada a ‘preço de banana’”.

E conclui: “Salvar as empresas aéreas brasileiras não é uma questão de protecionismo ou ideologia. Existe tecnologia financeira comprovada e segura para agir, e rapidamente, nesses casos extremos. Não há mais tempo a perder!”

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