R$ 7,4 bilhões de investimentos em nova concessão de rodovia no Sul

R$ 7,4 bilhões de investimentos em concessão de rodovia no Sul

O ministro da Infraestrutura participou do ato de nova concessão de rodovia, no país, com R$ 7,4 bilhões de investimentos previstos. No caso, da BR-101 no trecho Sul de Santa Catarina.  O evento aconteceu na manhã desta segunda-feira (6). O contrato foi assinado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) junto a empresa vencedora do leilão – a CCR (Concessionária Catarinense de Rodovias S.A).

A cerimônia ocorreu no saguão do Aeroporto Humberto Bortoluzzi, em Jaguaruna, no Sul do Estado. De acordo com o contrato, os R$ 7,4 bilhões de investimentos se dividem em R$ 3,4 bilhões e, mais custos operacionais de R$ 4 bilhões durante o período de vigência da concessão.

Ao assinar o contrato, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que o documento mostra que os investidores têm demonstrado muito interesse nos projetos de concessão do governo. “Quem pensa que o interesse do investidor foi embora, está equivocado. Veremos licitações extremamente atrativas e competitivas. Nossos ativos estão sendo estudados por operadores de infraestrutura do mundo inteiro. Teremos leilões bem sucedidos, muito investimento, melhoria na prestação de serviços, muitos empregos e é para isso que estamos estruturando as concessões”, afirmou.

O trecho

O trecho da nova concessão de rodovia engloba os municípios catarinenses de Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Pescaria Brava, Capivari de Baixo, Tubarão. E, ainda, Treze de Maio, Jaguaruna, Sangão, Içara, Criciúma, Maracajá, Araranguá, Sombrio, Santa Rosa do Sul e São João do Sul. No total, o projeto prevê a implantação de quatro praças de pedágios.

O contrato prevê que em seis meses a concessionária oferte os serviços operacionais como socorro mecânico. Mas também atendimento médico de emergência, sistema de informações e comunicação ao usuário.

Antes do início da cobrança de pedágio, previsto para ocorrer após o primeiro ano, a concessionária deve executar obras para a adoção de padrões mínimos de segurança, como reparos no pavimento e acostamento, adequação da sinalização, recuperação dos elementos de segurança, recuperação emergencial de pontes, viadutos e drenagem, limpeza da faixa de domínio, cadastro de todos os elementos da rodovia, entre outros.

Até o fim do quinto ano estão previstas obras de melhorias em interseções, acessos, vias marginais e a construção de faixas adicionais em pontos críticos, com o objetivo de oferecer mais segurança e fluidez do tráfego.

A concessionária terá ainda que implantar 98 km de faixas adicionais, 70 km de vias marginais, construir passarelas, rotatórias, dispositivos em desnível. Bem como adequar acessos, promover a canalização de fluxos de tráfego e outras medidas mitigadoras referentes à segurança da rodovia. Principalmente no que diz respeito aos conflitos frontais nas entradas e saídas das vias marginais.