Preço do querosene de aviação é tema de debate na Câmara

Empresas aéreas destacam que preço do querosene é vilão dos custos operacionais
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Luís Felipe, diretor executivo ALTA

A queixa de representantes de companhias aéreas e entidades do setor da aviação comercial é uníssona: a política de preço da Petrobras para o querosene (QAV) torna o preço final do produto cobrado no Brasil muito mais caro que o praticado no exterior – ao final das contas, por aqui, os custos com o combustível incidem em até 1/3 do valor da passagem.

Ao preço, itens como frete, armazenamento, taxas de nacionalização e seguro jogam o valor do QAV às alturas. Isso sem contar outros tributos (COFINS, por exemplo) e impostos (como o ICMS, que sozinho corresponde de 12% a 15% inserido ao valor do litro vendido às empresas). A Petrobras defende a equação da oferta e da procura e que os preços estão em equilíbrio com o mercado internacional.

Se há variação no dólar, a conta aumenta – “cada centavo de dólar por galão aumenta o custo do abastecimento das empresas em US$ 19 milhões. As empresas estrangeiras tem preferido realizar o Tankering, que é abastecer seus tanques ao máximo fora do Brasil e evitar reabastecer no país”, destaca Luís Felipe de Oliveira, diretor-executivo da ALTA / Associação Latino-Americana de Transporte.     
Em estudo publicado no primeiro semestre de 2019, o Ministério da Infraestrutura informou que, em fevereiro deste ano (em relação ao mesmo período do ano passado), ocorreu crescimento de 6,1% na quantidade de combustíveis consumidos com alta da taxa média de câmbio em 14,9%.
A audiência com os representantes das empresas de aviação comercial foi solicitada pela deputada Jaqueline Cassol e realizada na Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados.

 

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