Queimadas serão proibidas por 120 dias no Pantanal e na Amazônia

Queimadas serão proibidas por 120 dias

Atendendo reivindicação de empresas,  governo federal, em ‘moratória absoluta’, proibirá queimadas no Pantanal e na Amazônia por 120 dias.

Nos demais biomas elas serão permitidas de forma controlada, segundo matéria veiculada pelo jornal Valor Econômico. Ao jornal, a informação foi repassada pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que comanda o Conselho Nacional da Amazônia. 

De acordo com Mourão, outra medida será a intensificação do combate às queimadas ilegais. A operação será deflagrada nas próximas semana, segundo ele. Na verdade, as grandes queimadas serão ilegais naqueles dois biomas a partir do decreto.

As exceções à moratória deverão atender às culturas de subsistência, executadas por comunidades indígenas e tradicionais. Além disso, serão permitidas, ainda, queimadas por conta de controle fitossanitário.

Prática agrícola

As queimadas são um tipo de prática agrícola utilizada no meio rural, sendo umas das ações mais antigas realizadas pelo homem. Considerada de baixo custo, a prática é conhecida por sua rapidez, pois em muitos casos ela é utilizada como uma ferramenta para limpeza e fertilização do solo.

Em contrapartida, em alguns casos sua aplicação pode perder o controle, provocando grandes incêndios, além disso é alvo de críticas por parte dos ambientalistas. No caso de biomas como a Amazônia e Pantanal, as queimadas acompanham práticas de desmatamento condenadas pelos ambientalistas.

Recente levantamento

O número de queimadas entre 1 e 30 de junho de 2020 é o maior dos últimos 13 anos nesse período. Ao longo do mês de junho, foram detectados 2.248 focos no bioma Amazônia, o maior índice desde 2007, quando houve 3.517. 

O número representa também 18,5% a mais que em junho de 2019, quando 1.880 focos foram registrados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e fica 36% acima da média dos 10 anos anteriores (2010 a 2019, com 1.651 focos). Dos 2.248 focos de queimadas detectados na Amazônia entre 1 e 30 de junho de 2020, 58% ocorreram no Mato Grosso (1.303).