Minha Casa e marco regulatório do saneamento são desafios de Marinho

Minha Casa precisa ser reformulado e marco regulatório do saneamento aprovado no Senado. Primordialmente, é com essas questões que o ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, terá de se envolver, mais proximamente.

Enquanto isso, lembra matéria veiculada nesta quarta-feira, 06, pelo jornal Valor Econômico, o ministro tem de superar desencontros recentes com o ministro da Economia, Paulo Guedes

Esses desencontros ocorreram por conta do projeto Pró-Brasil, chancelado pela Casa Civil do governo federal. De acordo com a proposta, a recuperação econômica do país envolveria investimentos públicos importantes, ao lado dos privados.

O pomo da discórdia foi justamente a dimensão dada pelo Pró-Brasil aos investimentos públicos, questionada pelo ministro da Economia. Guedes, o ministro, acabou atribuindo a Marinho a paternidade da ideia.

Superação

Porém, segundo fontes do governo, ouvidas pelo Valor, esperam que o mal-estar entre eles seja dissipado em breve. Assim, por conta da forma como Marinho negociou com o setor de construção uma saída para o Minha Casa, Minha Vida.

No modelo negociado, não haverá grande ônus aos cofres públicos, com maior ênfase na faixa 1 do programa, voltado às famílias de baixa renda. Enquanto isso, o ministério tem investido em construções do Minha Casa, justamente para famílias de baixa renda.

Em abril, os investimentos do Governo Federal somam R$ 18,1 milhões no Residencial José Ferreira Lima. O empreendimento atende a Faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida. As moradias contemplam grupos familiares com renda mensal de até R$ 1,8 mil.

Segundo o ministério, em 2020, já foi autorizada a transferência de R$ 692,3 milhões do Orçamento Geral da União para garantir a execução do programa. De acordo com a informação, a maior parte dos recursos, R$ 425 milhões, foi destinada à continuidade das obras de 301 mil moradias para famílias que ganham até R$ 1.800. Justamente as que se encontram na parte das famílias que têm a renda mais básica.